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Estapafúrdios do Quotidiano

CUIDADO QUANDO FOR AO SHOPPING!

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 31.12.12

Boa tarde caro leitor.

Hoje os Estapafúrdios do Quotidiano trazem até si, mais uma notícia sobre o mundo animal. Desta vez, vinda directamente de onde vem quase tudo que se vende em Portugal, da China! Hoje iremos desmistificar a causa do rebentamento de um aquário gigantesco num centro comercial (sim leu bem, você sabe que os chineses gostam de inventar) no passado dia 18 de Dezembro.

“Ah! Mas essa notícia já é antiga!”, pensará o leitor. Porque o nosso leitor é uma pessoa que pensa muito. Mas as vezes pensa mal. Pois só pensa que a notícia é antiga, não pensa no trabalho que dá enviar um investigador para a China, para tentar desvendar tal mistério e esperar que ele envie os resultados da pesquisa... Nem pensa nos custos que nós temos que suportar. Sim, porque os nossos investigadores quando se apanham no estrangeiro gastam dinheiro à bruta e depois desculpam-se sempre com: “Os leitores dos Estapafúrdios do Quotidiano merecem sempre que se apure os factos até ao mais ínfimo pormenor.”. Mas pronto, continuando... Desculpe lá o meu desabafo. Sabe, isto é da crise. E quando nos sai do bolso custa sempre um pouco.


Sem mais demoras, aqui vos deixamos o relatório que o nosso investigador nos entregou, após uma entrevista ao funcionário que estava
de serviço nesse dia no aquário do “Orient Shopping Center" :

 

-“Bom dia. Ora então conte lá o que é que aconteceu aqui?”
-“Ai, nem me fale nisso! Só de me lembrar fico logo com os pés molhados. Eu bem os avisei! Eles deviam ter criado divisórias…”
-“Divisórias? Então como assim?”
-“Sabe, é que o nosso aquário tinha uma vasta diversidade de peixes, várias tartarugas e alguns tubarões, mas estava tudo à mistura. E esse é que foi o grande problema… Esta panóplia de vida animal foi o que provocou o rebentamento do aquário.

-"Ah sim senhor! Uma panóplia... A malta na China fala caro!"

-"Ah, ah, engraçadinho! Quer que conte o resto ou não?!"

-"Peço desculpa. Faça favole! Ups, faça favor..."

-"Ok- Portanto, ao que parece, houve uma desavença lá dentro, sobre quem iria organizar o Natal deste ano. E como não conseguiram chegar a um consenso, os tubarões desataram à barbatanada aos peixes, os peixes começaram a dar com a cauda nas cabeça das tartarugas, e as tartarugas atiravam-se aos tubarões feito Tartarugas Ninja ao Shredder (para quem não sabe, o Shredder é a personagem malévola das Tartarugas Ninja) atiravam a carapaça umas das outras contra os tubarões.”
-“Epá mas que grande rebaldaria.”
-“Ah, pois era! E foi aí quando tudo aconteceu! Uma das tartarugas falha o alvo, acerta com a carapaça em cheio no vidro do aquário, o vidro estilhaça, vem um tubarão martelo e SPAHHH!!! Parte-se o gigantesco vidro… Era água por todo o lado, os tubarões a tentarem molhar-se para sobreviverem, as tartarugas a tentarem fugir pelas portas de emergência, os chineses a apanharem os peixes que estavam no chão para levarem para casa, para o jantar. Era uma confusão como nunca tinha visto, nem quando saiu o novo iPhone, veja lá!”
-“Pois, imagino. Então e agora já começaram as obras de reconstrução?”
-“Não, o aquário já não será aberto novamente. É que, sabe  perdemos muitos animais e os que não perdemos estavam traumatizados, portanto agora iremos abrir um restaurante de sushi.”
-“SUSHI? Mas isso não é Japonês?”
-“Sim. E então? Vão-me dizer que em Portugal não comem sushi, quer ver? Acha que íamos jogar estes peixes todos fora?”
-“Sim, ok, tem razão. Desculpe lá qualquer coisinha e muito obrigado.”

E assim foi, caro leitor, mais uma vez os Estapafúrdios do Quotidiano conseguiram apurar toda a verdade escondida por detrás da notícia.
Se gostou da notícia e quiser fazer um donativo para nos ajudar a pagar as despesas deste nosso agente, envie-nos uma mensagem e nós entraremos em contacto para dar o nosso NIB.

Muito obrigado a todos e tenham umas “boas entradas”. (Epá eu sei, já tinha terminado, você estava aí todo contente a pensar, até não custou muito, mas vou ter que lhe falar sobre esta expressão). Boas entradas? Mas que tipo de entradas? Estamos a falar do tipo sexual? Ou do tipo capilar? É que se é capilar nunca é bom. Se for do tipo sexual, não fica estranho andar por aí a desejar-se isso a toda a gente?

Se calhar sou eu que sou maluco e boas entradas é só mesmo entradas no Ano Novo.

Obrigado e até para o Ano!

GIL

Olhóóóóóó… Burlãooooo!

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 30.12.12

 

(Atenção! Notícia de última hora: "Este texto é grandinho... É recomendado, fazer uma pausa a meio do texto, inspirar, expirar, e regressar à leitura..."

 

Bom, o nosso país é, aos olhos da Europa e, claro, do mundo inteiro, um país pequeno, com pouca capacidade económica para se bater com a maioria dos países da Europa. Mas, existe algo que nos distingue da maioria dos países europeus. «O Turismo! Claro! Só pode ser…» - Será o pronto pensamento do leitor («Denominação de Leitor: Pessoa que acha por bem, perder imensos minutos da sua vida a ler os textos do Estapafúrdios do Quotidiano. O que, de facto, é uma enorme perda de tempo. E, só por isso, caro leitor, quero enviar-lhe um enorme abraço de solidariedade. Eu sei que, por vezes, será bastante doloroso perder tempo com leituras deste tipo. Digo isto, porque é o que me acontece quando releio os meus textos. Demasiado doloroso. E, lamento, igualmente, este parênteses longo e completamente - desnecessário. É por demais doloroso… Perdoe-me...»). Nada disso! Somos um povo extremamente solidário. Basta, para isso, observar, como o Português adere a campanhas de solidariedade. O problema é não possuir lá grande imaginação, quando tem de escolher o que comprar, nos Hipermercados, quando nos dão um saquinho à porta, para ajudar o Banco Alimentar. Resulta sempre bem, um quilo de massa, um pacote de bolachas Maria (Consideradas, por algumas pessoas, as melhores bolachas do mundo! Confere!) ou então um pacote de leite. Bom, não interessa! Somos solidários! E, nesse aspecto, eu tenho muito orgulho do meu país! Então, não é apenas no Turismo e, no facto, de sermos um povo solidário, que nos distingue dos outros povos da Europa e, quiçá - do mundo! Somos extraordinariamente, bons: a formar Burlões!

 

Se o caro leitor fizer uma pequena pesquisa pela internet, verá que, existiu ao longo dos anos, uma considerável legião de burlões formados em Portugal. Burlões, de todo o tipo. Burlões com diferentes estilos de actuar, mas sempre com o meu propósito: Burlar! «Uma vez, burlão, para sempre - burlão.» - Como prova desta afirmação, proponho ao leitor, abrir o seu Browser preferido, usar o seu motor de busca habitual, e digitar o seguinte nome: João Vale e Azevedo. O advogado mais burlão de que há memória. E, como já não conseguia praticar o seu hobby preferido em Portugal, partiu para Londres, prolongando assim, o seu «dom» burlesco. Mas há mais… Ai não, que não há… Conhecei - o caro leitor - o mais recente burlão português, de seu nome: Artur Baptista da Silva? E que tipo de burla é que ele é perito? Então, Artur Baptista da Silva deu várias entrevistas à comunicação social, apresentando-se como coordenador de um suposto Observatório Económico e Social criado no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), informação que se veio a revelar falsa. Portanto, mais um vigarista! Um Mestre, na arte de burlar, não apenas o comum humano, como várias identidades de comunicação social. Dar entrevistas, e ninguém se aperceber que este senhor já esteve preso por atropelar duas pessoas numa passadeira e, que não era quem dizia ser, leva-me a interrogar a capacidade profissional das pessoas que gerem os meios da comunicação social, onde deu várias entrevistas. 

 

 

Como sempre, os Estapafúrdios do Quotidiano, enviaram um investigador, para fazer o quê? Isso mesmo… investigar as origens deste senhor. E descobrimos algo… fantástico. Imagine o caro leitor, quem é que foi colega de escola deste indivíduo? Hum? Não chega lá? Então eu ajudo. Só porque sou uma pessoa… vá… porreira. Nos idos tempos de escola, este senhor foi colega de turma de: João Vale e Azevedo! E, neste momento, está o leitor a exclamar bem alto: «EISH! PORRA! NÃO PODE SER! NÃO POSSO! NÃO ACREDITO! ESTÁ TUDO EXPLICADO!» Ou então, estará a pensar: «ESTE GAJO É DOIDO! ISTO NÃO FAZ SENTIDO NENHUM…» Qualquer dos dois pensamentos, eu considero adequado. Mas, peço-lhe, siga pelo primeiro pensamento. É mais giro, e permite que eu continue, de seguida, com um pequeno diálogo entre uma professora destes dois burlões, e o nosso investigador. E, neste momento dispara o leitor: «Porra! O texto já vai longo, e este "gajo" ainda vai escrever um diálogo entre uma professora e o investigador do Estapafúrdios do Quotidiano. Raio que o parta…» Não seja assim, caro leitor…

 

Investigador: «Boa tarde, dona Natércia. Como vai isso?»

 

Professora Natércia: «Vai indo… Ou melhor, vai mal! A idade não perdoa e já não me permite grandes aventuras…»

 

Investigador: «Sendo assim, prometo que serei bastante breve, até, porque, os nossos leitores são um pouco preguiçosos, no que toca a ler… Diga-me, a dona Natércia foi professora de João Vale e Azevedo e Artur Baptista da Silva? Como eram eles naquele tempo? Davam-se bem, os dois?»

 

Professora Natércia: «Oh meu Deus! Do que você me foi lembrar, homem. Eles fizeram-me a vida negra! Já em petizes, demonstravam uma arte em burlar, acima da média! Eu até afirmava, em conversas com as minhas colegas professoras, que eles teriam perfil para um dia serem políticos e, quiçá, até Ministros. Ou Presidentes da República! É tudo da mesma laia!»

 

Investigador: «Ai sim? E mais? Que tipo de burlas é que eles faziam na escola?»

 

Professora Natércia: «Olhe, o meu amigo tem que idade? É bem jeitoso, sabia? Eu tenho uma neta que embirra em não assentar. Não quer ir beber um cafézinho com ela, um dia destes? Hum?»

 

Investigador: «Ah… Sim, pode ser. Adiante… Que tipo de burlas é que eles praticavam na escola?»

 

Professora Natércia: «Olhe… homem jeitoso. Eles conseguiam enganar os colegas, ficando-lhes com o leite de chocolate e o pão com chouriço do lanche. Afirmavam, que, se os colegas lhe dessem o lanche, eles conseguiam assim, negociar com o Pai Natal, para que no Natal, os colegas conseguissem ter todas as prendas que pretendiam. A verdade, é que os sacanas dos pirralhos, conseguiam sempre arranjar maneira de o Pai Natal dar o que os colegas queriam no Natal.»

 

Investigador: «E o que é que os pirralhos pediam no Natal?»

 

Professora Natércia: «Férias de Natal. E, não é que as tinham sempre? Até metia impressão, a capacidade daqueles dois em burlar! Eram verdadeiros profissionais! Sempre disse que aqueles dois, iam longe… Uma vez, conseguiram enganar-me, vendendo-me umas peças de vestuário para eu usar no futuro. Dei-lhes apenas 1000 escudos, e eles prometeram arranjar-me umas saias exclusivas de um estilista estrangeiro.»

 

Investigador: «E… como ficou essa história? Sempre teve as saias?»

 

Professora Natércia: «Claro que não. Eles disseram que devido a problemas logísticos, as saias ficaram presas na alfândega. Mas que iam tratar do assunto, para eu não preocupar.»

 

Investigador: «E trataram do assunto?»

 

Professora Natércia: «Não sei. Entretanto, meteu-se as férias de Natal e nunca mais os vi… Olhe, quer o número da minha neta? Ela pesa cerca de 150 quilos, mas garanto-lhe que é uma excelente dona de casa!»

 

Investigador: «Hum… Deixe lá estar isso…»                            RIC

 

A época natalícia é tempo de dar…

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 29.12.12

Ora boa tarde!

Como está o meu amigo leitor neste sábado chuvoso? Ou de sol? Não se percebe lá muito bem, não é? Você a esta altura estará certamente a pensar: “FDP do S. Pedro, está-me a lixar a passagem de ano e eu a ver!”. Pois é, eu percebo, eu estou a pensar o mesmo. Mas pronto, anime-se! Nem tudo é mau. Estamos na época natalícia, onde o importante é dar e receber. Mais dar que receber, claro.

- “DAR? MAIS AINDA? Já não chega aquilo que eu dou ao Estado ainda querem que eu dê mais?” Calma, não se exalte. Dar nem sempre é sinal de sofrimento, aliás a maior parte das vezes, dar é algo que fazemos com gosto, por prazer. Que o digam os cerca de 100 fãs de uma actriz porno (Uta Koheku) que atenderam ao seu pedido de lhe enviarem nada mais, nada menos que… sémen. Este pedido que parece um pouco estranho, para ela será de grande utilidade...

“Ah, ela quer engravidar e precisa de sémen." Pensará certamente um leitor com um elevado sentido prático!

Não, engana-se. Esta actriz pornográfica japonesa pediu esta generosa doação para a filmagem da sequela do filme «Colecta de Sémen.».

Uta (atenção, não estou a insultar a senhora, ela chama-se mesmo Uta), usou a sua conta no Twitter para pedir aos seus fãs que enviassem «provas» do seu amor por ela, para posteriormente serem usadas no filme. E assim foi! Em menos de 10 dias os seus fãs enviaram-lhe a maior forma de amor que um homem pode dar: um filho! (Mas num frasco, pronto para ir ao forno. O fantástico forno feminino, o útero, sempre pronto para gerar bebés.)

Uta Koheku (é só a mim que este nome faz lembrar “Puta cu é cu”? Se calhar é. Peço-lhe desculpa pela linguagem ordinária caro leitor) publicou ainda uma foto (que poderá visualizar em baixo) cercada das “doações” e disse que iria cuidar dos presentes como se fossem os seus próprios filhos!

Voltando agora à parte fulcral da questão, o que irá ela fazer com tais oferendas?

Terá que esperar que saia o filme «Colecta de Sémen 2».

Se esta notícia é um pouco nojenta?

É sim senhor!

Se iremos ver o filme?

É pouco provável!

Se o que está aqui é verdade?

É a mais pura das verdades!

Se estou a ser parvo?

Estou sim senhor!

Se você também não está a ser muito inteligente a ler isto tudo?

Não está, não senhor!

Se mesmo assim ainda está a ler?

Está?... Oi?? Está aí alguém?? Ora, adeus.

GIL

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