Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Estapafúrdios do Quotidiano

Mais perguntas a gente que, em Portugal, dizem que é importante...

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 05.11.13

Olá, pessoal! Então, que tal foi a vossa segunda-feira? Vá, já não precisam de continuar com essa cara de zombie de Walkind Dead, porque já passou. Hoje já é terça-feira, e caminhamos a passos largos para o fim‑de‑semana! Eh, alegria! Que felicidade! Quando dermos por isso, já estamos na sexta-feira a desejar que o dia de trabalho chegue ao fim! (Visto bem as coisas, eu cá não me importava de já ser sexta-feira, c'um camandro!)

 

Amigos leitores, sejam bem-vindos a mais uma rubrica «O Estapafúrdios do Quotidiano, pergunta!» Uma rubrica muito interessante, que traz até vós, ouvintes esplendorosos deste belíssimo blog, algumas respostas de gente ilustre deste país. Individualidades que, dizem por aí, são muito importantes em Portugal. Ora, hoje, trazemos duas alta personalidades da política nacional, o Vice-primeiro-ministro Paulo Portas, e o Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. E o tema é: «O Guião da reforma do estado». Vamos às perguntas: 

 

 

Comecemos pelo Vice-primeiro-ministro, Paulo Portas...

 

 

RIC: Boa tarde, senhor Vice-primeiro-ministro Paulo Portas. Seja bem-vindo a este pequeno espaço de pura cultura nacional. Aqui, tudo se sabe, tudo se desmistifica, e tudo se descobre.  

 

P. Portas: Ai, credo, homem... Dito assim, até fico algo assustado de estar aqui. Será que deveria ter aceite este convite para estar aqui, a responder às perguntas do Estapafúrdios do Quotidiano? Tenho sérias dúvidas disso, criatura. Tenho receio de si. Além de alto, ainda tem falta de cabelo. Odeio gentalha calva... 

 

RIC: Tenha calma, senhor Vice-primeiro-ministro. Aqui ninguém lhe quer fazer mal, ou assustar. Só queremos fazer um pouco de serviço público, e fazer-lhe algumas pequenas e breves perguntas. 

 

P. Portas: Ok... Venha de lá essas perguntas filho, que eu tenho um branqueamento dentário marcado para daqui a sensivelmente... 5 minutos. Vá, apresse-se!

 

RIC: Pois muito bem. Vamos lá a isso. Senhor Vice-primeiro-ministro, diga-me: Você teve ajuda para concluir o «Guião da Reforma de Estado», não teve...?

 

P. Portas: Onde é foi buscar uma ideia dessas? Hã? Ajuda? Eu? Para fazer um mísero documento de cento e tal páginas? Não brinque comigo, homem... Não brinque... Sim, é verdade: tive uma ajuda preciosa para concluir o «Guião da Reforma de Estado». E agora? Qual é o mal disso?

 

RIC: Nenhum... Nenhum... Mas, então, quem é que o ajudou? 

 

P. Portas: Foram os meus sobrinhos, João e Barnabé...

 

RIC: Ah, então tem sobrinhos na política... Muito bem...

 

P. Portas: Mas quais sobrinhos na política, homem... Os miúdos só têm 11 anos. Estão ainda na escola, no ensino básico... Mas são muito espertos! Uns autênticos campeões a fazer copy paste! Foi vê-los irem à Wikipédia, e a desbravarem aquilo como se não houvesse o amanhã...

 

RIC: Ok... Então, mas... porque é que levou tanto tempo a acabar o guião, senhor Vice-primeiro-ministro?

 

P. portas: Mas que raio de pergunta, hem? Você não deve nada à burrice, pois não? Porque os meus sobrinhos estavam de férias, e não tiveram tempo de acabar o guião. Pronto, já passaram os 5 minutos. Vou indo! 

 

RIC: Ok... Obrigado pelas suas respostas... senhor Vice-primeiro-ministro...

 

P. Portas: Porra, Homem... Você assim gasta-me o título. Qualquer dia, fico sem o «Vice»... 

 

RIC: Isso queria você! Adeus! 

 

 

 

E agora, passemos às perguntas ao Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho...

 

 

 

RIC: Boa tarde, senhor Primeiro-ministro Passos Coelho. Diga-me, o que acha do «Guião da Reforma do Estado», apresentado pelo Vice-primeiro-ministro, Paulo Portas?

 

P. Coelho: Desculpe? Do quem? Que guião? Que história é essa? 

 

RIC: AI… Então, estou a falar do «Guião da Reforma do Estado»! Aquele que esteve séculos para ser elaborado pelo Vice-primeiro-ministro, e que foi apresentado na quarta-feira passada… 

 

P. Coelho: Hum… Mas… está a referir-se a algum guião de uma peça de teatro, ou algo assim…? Lamento, mas não estou a conseguir seguir o seu raciocínio… 

 

RIC: Quer dizer… Pode-se chamar teatro àquilo a que o Vice-primeiro-ministro apresentou como «Guião da Reforma do Estado»… 

 

P. Coelho: Vice-primeiro-ministro…?

 

RIC: Sim, o Paulo Portas… 

 

P. Coelho: Ah, o Primeiro-ministro… 

 

RIC: Hã?! O Paulo Portas é o Vice-primeiro-ministro… E você é o Primeiro-ministro!

 

P. Coelho: Hã?! Olhe, eu peço imensa desculpa, mas estou completamente baralhado… Eu vou andando, que tenho alguns compromissos de Vice-primeiro-ministro para resolver… 

 

RIC: Mas… e o «Guião da Reforma do Estado»?!

 

P. Coelho: Isso é um problema do Primeiro-ministro de Portugal. Não meu! Adeus! 

 

RIC: Adeus… (Isto anda tudo doido, c´um catano!)

 

 

E assim chegamos ao fim de mais uma rubrica «O Estapafúrdios do Quotidiano, pergunta!». Adeus, e até qualquer dia… (Que, se tudo correr como planeado e, entretanto, o raça do mundo não acabar, será na próxima quinta-feira…)

 

 

 

 

 

RIC

 

 

Toma lá uma cuspidela em cheio na tromba!

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 04.11.13

Mais uma semana mais uma voltinha, no carrossel...sel...sel... selvagem da vida! Esta vida que nos faz faz suspirar pela 6ª feira, quando ainda é domingo à noite! (Por acaso é uma mania terrível que nós temos. Ainda estamos de fim-de-semana e já estamos a sofrer. "Aiii, amanhã já é 2ª..."; "Ai, nunca mais é fim-de-semana!" IRRA!! Se é domingo, então é porque ainda é fim-de-semana! Mesmo que já seja de noite! Xiça penico... Povo sofredor! Nunca vi!! Vejam lá mas é se aprendem a aproveitar todos os dias, senão não tarda morrem e depois dizem: "Aiii acabei de falecer e nem aproveitei a vida...Coitadinho de mim..." Sabem que mais?! Divirtam-se, façam maluquices. Sequestrem um lama vão passear com ele para um eléctrico.

 

(Hum?!... Não percebeu? Ora então preste lá atenção ao estapafúrdio de hoje...)

 

Cinco jovens de Bordéus, França, sequestraram um lama, que estava no circo da cidade. O animado grupo levou Serge - o lama - para ir passear pela cidade. Levaram-no a um bar, ao jardim, levaram-no até a dar uma voltinha de eléctrico. Fantástico, não é?! Nós achamos que sim e por isso decidimos ir entrevistar Serge - o lama.

 

Zé Camelo: Ora boas Serge. Então tudo em cima?

 

Serge: Serge?! Serge!? Mas eu conheço o senhor, por acaso? ARRRPUHHHH Toma lá uma cuspidela em cheio na tromba!

 

Zé Camelo: Epá, olha aí, ó! Seu mal educado. Tu não sabes que é má educação cuspir em cima das pessoas?

 

Serge: Tu??! Tu?!? Também é má educação tratar pessoas que não se conhece por tu... ARRRPUHHHH.


Zé Camelo: Ei, ei... Calma contigo, pá! Vira lá essa boca cuspideira para outro lado.

 

Serge: Boca cuspideira?! Boca cuspideira? Espera lá que já vais ver... ARRRPUHHHH


Zé Camelo: Pronto, pronto, pronto. Eu peço desculpa. Começamos com o pé errado. Vamos lá tentar outra vez. Olá o meu nome é Zé Camelo e gostaria de lhe fazer umas perguntas.

 

Serge: Camelo?! Camelo? Mas tu estás-me a chamar camelo? ARRRPUHHHH! Eu sou um lama, seu inculto. Seu mal educadão! Seu... Seu... Olhe. Seu camelo!

 

Zé Camelo: Hum? Estou a chamar-lhe camelo?! Não, pá! Camelo sou eu! Zé Camelo.

 

Serge: Ai pois és! Um grandessíssimo camelo! ARRRPUHHHH ; ARRRPUHHHH ; ARRRPUHHHH


Zé Camelo: Epá, estou a ver que não dá para falar consigo. Nem sei como é que alguém, alguma vez, pensou em o levar a passear. Você é uma besta!

 

Serge: Ahh você é amigo dos outros? Epá, então desculpe lá qualquer coisinha. Tome lá aqui esta toalha. Seque-se lá e monte-se aqui que vamos dar uma voltinha. Desculpe lá que não tinha percebido. Pensava que era daqueles tipos do circo que tão mal me tratam.

 

Zé Camelo: O quê?! Monte-se lá aqui que vamos dar uma voltinha?! Monte-se aqui?! Então mas eu conheço-o de algum lado?! Sabe o que lhe digo? Sabe? ARRRPUHHHH - Toma lá uma cuspidela em cheio na tromba!




E pronto, ficamos sem saber o que aconteceu na realidade. O que é certo é que o nosso investigador, assim que nos entregou esta entrevista, demitiu-se e disse que tão cedo não punha os pés num circo. Estranho, não é?!

 

GIL

António Pereira de Melo e Sousa Silva Abrantes, o realizador...

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 01.11.13

Olá! Então diz que já chegou mais uma bela sexta-feira, não é verdade? É, sim senhor! E, melhor ainda, diz que está na hora de mais um belo estapafúrdio para fechar mais uma semana em beleza, não é verdade? É, sim senhor. Ena pá, o estapafúrdio que vos trago hoje, é cá de uma loucura descontrolada que eu sei lá! É um belo estapafúrdio que vos irá alegrar o dia de tal forma que, logo à noite, vão sofrer pesadelos por causa dele. Pesadelos e suores frios. E comichões... E micoses...

 

Bom, na verdade, ainda não sei qual é o estapafúrdio que irei abordar hoje. Ia agora mesmo procurar por notícias mirabolantes, mas estou armado em preguiçoso. Diz que é do tempo: coloca as pessoas moles e preguiçosas. E eu não fujo à regra... Esperem, estão a bater-me à porta. Vou abrir, mas vou deixar aqui um gravador ligado para vocês ouvirem (neste caso «lerem») a conversa que vou ter com a pessoa que me está a bater à porta. Não faço ideia de quem seja, mas poderá resultar em estapafúrdio... quem sabe, não é?

 

RIC: Boa tarde.

 

Indivíduo: Boa tarde, meu senhor.

 

RIC: Ora, faça o favor de dizer...

 

Indivíduo: Pois muito bem. Olhe, o meu nome é António Pereira de Melo e Sousa Silva Abrantes.

 

RIC: Porra!

 

Abrantes: O que foi, senhor? Aleijou-se? Por ventura, entalou-se na porta?

 

RIC: Não, nada disso. Eu fiquei foi surpreendido com o seu nome, caro António...

 

Abrantes: ...Pereira de Melo e Sousa Silva Abrantes.

 

RIC: Isso.

 

Abrantes: E porquê, senhor?

 

RIC: Porque é um raio de nome grande p'ra caramba!

 

Abrantes: Acha? Há piores, senhor...

 

RIC: Não sei se há... Tenho alguma dificuldade em acreditar nisso.

 

Abrantes: Há, sim. A minha prima direita chama-se: Ana Antonieta Margarida de Sousa Almeida Lurdes Viscosa de Abrantes. É bem pior, não acha senhor?

 

RIC: Sim, tem razão: há piores! Mas, então, o que é que o senhor deseja? Aviso-lhe já que, se vem com ideias para vender «cenas», pode virar costas e seguir a sua viagem. Não é que eu queira comprar, o problema é que sou podre de pobre...

 

Abrantes: Não se trata disso, caro senhor. A minha presença na sua humilde propriedade, deve-se a um outro sentido intencional.

 

RIC: Hum... Até tenho medo de perguntar, mas que sentido intencional vem a ser esse?

 

Abrantes: O senhor chama-se RIC, e é um dos membros do Estapafúrdios do Quotidiano, certo?

 

RIC: Sim, e então?

 

Abrantes: Eu sou realizador, e disseram-me que o senhor tem o contacto do Primeiro-ministro Paulo Portas.

 

RIC: Vice-primeiro-ministro...

 

Abrantes: Como disse?

 

RIC: O Paulo Portas é Vice-primeiro-ministro de Portugal, e não Primeiro-ministro. Para que é que o senhor quer o contacto dele...?

 

Abrantes: Porque quero fazer um filme sobre a «reforma dos velhinhos em Portugal», e disseram-me que ele tem um bom guião sobre a reforma. Preciso de um guião, e ele parece ter um.

 

RIC: UAU... É só malucos. Ó amigo, o Paulo Portas tem um guião, sim senhor, mas é da «Reforma do Estado»! Não tem nada a ver com as reformas dos velhinhos... Esqueça lá isso...

 

Abrantes: Pois, pois... Vocês não querem é dar-me o contacto dele, não é? O outro foi a mesma coisa. Mandou-me para aqui...

 

RIC: Outro? Que outro?

 

Abrantes: Um indivíduo de seu nome GIL. Ele é que me informou que o senhor RIC teria o contacto do Primeiro-ministro Paulo Portas.

 

RIC: Vice! Homem! É Vice-primeiro-ministro!

 

Abrantes: É igual. Afinal vai dar-me o número ou não?

 

RIC: Não. O GIL é que o tem... Ele enganou-o. Se eu fosse a si, voltava à casa dele e partia-lhe a porta ao pontapé, por ele o ter enganado.

 

Abrantes: É! Vou fazer isso! Adeus. Obrigado pelo tempo disponibilizado...

 

RIC: Tchau, pá...


Ó GIL... Prepara-te, porque parece-me que vais ter visitas... Uahuahuahuahuahuahuah!

 


RIC

 

 

Pág. 7/7