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Estapafúrdios do Quotidiano

A fuga do crocodilos…

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 30.01.13

 

Como é sabido pelo leitor mais informado sobre a actualidade mundial, África tem sofrido enormes vagas de cheias que têm causado muita desgraça e tristeza a alguns países, nomeadamente - «África do Sul». Bom, é neste país que me quero centrar, no que respeita ao «Estapafúrdio» que lhe trago hoje, caro leitor. Parece que, numa quinta que - supostamente - se destina à criação de crocodilos, ocorreu uma fuga de nada mais, nada menos do que, 15 mil crocodilos. Ao que parece, os responsáveis pela quinta tiveram de, obrigatoriamente, abrir os portões da quinta para assim drenar toda a água que se encontrava no interior. Tudo devido às malditas cheias… Então, e não é que os malandros dos crocodilos aproveitaram esse factor para se escapulirem da quinta, aproveitando a «enchorrada» para nadarem até ao rio mais próximo? Malandrecos dum raio, hein? Claro que, não se pode deixar 15 mil crocodilos à solta! O que levou os proprietários da quinta a contratar o melhor de todos os caçadores de crocodilos do mundo e, quiçá, do Universo e arredores! «Quem é esse fantástico caçador de crocodilos?» - Será a interrogação pertinente que paira na sua mente, não é, ó leitor? Pois bem, trata-se de Crocodile Dundee! Quem mais poderia ser? Demasiado básico, não é? Lamento, mas foi o que me saiu... E como será que correu esta caça por parte do famoso caçador de crocodilos? É, precisamente isso, que nos contou… Não! Nada disso… não foi Crocodile Dundee a contar a história ao Estapafúrdios do Quotidiano. Mas sim, um dos crocodilos que foi «apanhado». Sim… Somos um blog topo de gama! Um blog, que possui um sistema de última geração, capaz de falar com crocodilos. Chamamos-lhe de «Crocodile talky»! Achámos que o nome assentava bem… Bom, passemos então à conversa entre o nosso sistema super, mega, avançado e o crocodilo.

 

Talky: «Olá crocodilo amistoso e bonito. Estás bom? Então, partilhai aqui com o Talky o que aconteceu… Fazeis isso? Crocodilo bonitinho...»

 

Crocodilo: «Olá… Com que então: Talky? Certo… Sim, posso contar tudo o que se passou… Mas… com uma condiçãozinha, Talkyfofucho!»

 

Talky: «E que condição vem a ser essa, crocodilo amiguinho?»

 

Crocodilo: «Depois de a entrevista acabar, vamos dar um belo de um mergulho ao meu pântano, ok?»

 

Talky: «Mas… eu sou apenas um sistema super, mega, avançado do Estapafúrdios do Quotidiano! Mesmo que eu quisesse, nunca poderia ir contigo dar mergulhos para o teu pântano.»

 

Crocodilo: «Sendo assim, nada feito! Adeus e bom dia, ó Talky

 

Talky: «Oh… Ok! Pronto! Eu vou contigo, amoroso crocodilo, dar uns mergulhos depois da entrevista...»

 

Crocodilo: «Assim está melhor… Coisa mai linda!»

 

Talky: «Ó crocodilo… diz-me uma coisa… Tu és macho ou fêmea?»

 

Crocodilo: «Por dentro, sou uma bela fêmea! E é isso que interessa, ok?»

 

Talky: «Ok! Então… começa pela Quinta… Vocês eram bem tratados lá?»

 

Crocodilo: «Achas mesmo? Realmente, um sistema tão avançado como tu, mas tão burro! Enfim... É o que se arranja, não é? Bom, continuando...»

 

Talky: «É uma questão de orçamento, sabes...»

 

Crocodilo: «Mas deixas-me contar a história ou não? Se isto é para ser assim, sempre a ser interrompido, ponho-me já a andar até ao meu pântano, ter com o meu amor...»

 

Talky: «Desculpa... Continua, crocodilo fofinho...»

 

Crocodilo: «A tua sorte, é seres tão queridinho! Bom, aquela Quinta é o inferno na terra! As pessoas pensam que o propósito da quinta é tratar dos crocodilos, mas trata-se de uma farsa. Um embuste! Apenas para enganar as pessoas! Aquilo, queridinho... Aquilo é uma fábrica de fabrico de malas e botas de pele de crocodilo, para a alta costura! Aqueles ricaços famosos, gastam fortunas em malas e botas feitas com a nossa pele. Nós, crocodilos fofuchos e queridinhos, sofremos horrores naquela quinta! Sabe quantas vezes me tiraram a pele? 5 vezes! E, escolhiam sempre tirar-me a pele pela altura do inverno, o que originavam brutais pneumonias. Ia morrendo! Graças às cheias, conseguimos fugir daquele inferno! Estou ainda muito afectado psicologicamente com o que sofri naquela maldita Quinta!»

 

Talky: «Ah!... Não fazia ideia... Então, mas consta, que os proprietários da Quinta contrataram o famoso caçador de crocodilos, Crocodile Dundee, para vos capturar. Conta-me, ó amoroso crocodilo, como escapaste ao impiedoso e, super macho, caçador de crocodilos?»

 

Crocodilo: «Ah! Ah! Ah! Qual impiedoso e, super macho, caçador de crocodilos, qual quê! Crocodile dundee, já não é esse macho que tu imaginas, ó Talky. Sim, ele chegou a capturar-me! Travámos uma luta terrível, mas eu acabei por ganhar, por ter as unhas maiores que ele.»

 

Talky: «Ganhaste, por teres umas unhas maiores que ele? Mas que raio...»

 

Crocodilo: «Sim, ó sistema super, mega avançado do Estapafúrdios do Quotidiano... Continuo a insistir que, de facto, de avançado não tens nada... Depois de ele me apanhar, começámos a lutar. Ora, eu puxava-lhe os cabelos, enquanto ele me arranhava as costas. Andámos para ali horas naquilo. Até que optei por fazer uso das minhas unhas afiadas, abraçando-o e cravando-lhe as unhas nas costas. Rebolámos abraçados um ao outro, até que... algo aconteceu... Algo muito lindo...»

 

Talky: «Até tenho medo de perguntar... Mas, ó crocodilo amiguinho, o que é que aconteceu de tão lindo, entre ti e Crocodile Dundee

 

Crocodilo: «Ai... Foi tão lindo. Bom, estávamos abraçados a rebolar na relva, em direcção ao pântano, quando batemos numa pedra, ficando suspensos à entrada do pântano. Foi nesse instante que o mundo parou! Ficámos a olhar nos olhos um do outro durante 20 longos segundos. Quando, numa recíproca reacção, demos um grande beijo! Desde esse momento, nunca mais nos largámos. É amor puro! Estamos tão felizes, juntos. Até caçamos juntos no pântano e, ele, o meu amor, promete defender-me até que a morte nos separe. Ele diz, e passo a citar, «Amor, nunca permitirei que voltes para a Quinta. Tu não vais ser a mala, nem as botas de ninguém! És demasiado precioso para mim...». Ora, se isto não é amor, então não sei o que será... Pronto, e é isto. Vamos até ao pântano, ó Talky fofinho?»

 

Talky: «Hã?... Sim... sim... Vai andando que eu vou lá ter... (IRRA!, era o ias...)             RIC