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Estapafúrdios do Quotidiano

Covid-19 o Teste do Anal(berto)

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 01.02.21

Após a publicação do nosso último estapafúrdio fomos contactados por Analberto, um dos grandes seguidores do Estapafúrdios do Quotidiano, que se mostrou bastante desagradado connosco, pois existia uma grande lacuna na nossa história e não tínhamos referido o seu nome. Ficámos curiosos e decidimos fazer uma chamada via Zoom com ele. Ora vejamos o que se falou…

Analberto: Estou?! Gil? Ric?

Gil: Estou? Sim? Analberto?

Analberto: Estão-me a ouvir?

Gil: Quem falou? És tu Ric?

Ric: Ah porra, raios ma parta esta merda… Estás-me a ver Gil?

Gil: Ric! Estás sem som!

Analberto: Ei… Mas vocês não me estão a ver?

Ric: Gil?! Já me estás a ouvir?

Gil: Sim… Agora estou Ric. Mas não te vejo. Vês o Analberto?

Ric: Eu não vejo ninguém… Será que tenho Covid?

Gil: Hã?! Ah, já te vejo a ti. Mas ao Analberto não.

Ric: Espera vou-lhe ligar…

Analberto: Mas vocês não me veem? Ah, olá Ric. Tudo bem? Sim… Carrego onde? Na câmara? E no microfone? Ahh, Espera. Já está…

Gil: Analberto, pah! Estás bom?!

Analberto: Epá, estou chateado!!

Gil: Não vale a pena. Isto do Zoom é complicado. Tu já não vais para novo… Muito bem tens estado tu. Ou apanhaste Covid? Isso é que é pior… Eu bem te avisei que devias ter cuidado, andas sempre com a máscara pelo queixo.

Analberto: Não pá!!! Não apanhei nada! Estou farto de fazer testes à covid.

Gil: Estás farto de fazer?! Elá… Mas quem é que paga isso? O SNS não é de certeza?! Já para não falar que isso deve arrebentar-te com as narinas todas.

Analberto: Era sobre isso mesmo que queria falar convosco. Então vocês publicam aquele estapafúrdio e não vêm falar com os inventores do teste anal?

Gil: Oi?! Como assim? Inventores do teste anal?

Analberto: Sim, pá! E por falar em Anal? Cadê o Ric?

Gil: Não sei… Na volta foi lavar a roupa. Mas isso não interessa para nada. Conta lá essa história.

Analberto: Pois bem… Então estava eu e a Anália lá em casa, no bem bom, língua para cá, dedos para acolá, e eis que a Anália não se controla e ouve-se um TRRUUAAAA! Até gelei Gil. É que estávamos mesmo a meio de um 69. Nem imaginas o meu pânico.

Gil: Uiiii. Então não imagino. Até te arrependeste de não ter levado a máscara para a cama.

Analberto: Aí é que está o problema! Não me cheirou a nada! E eu pensei… Mau, tu queres ver que eu tenho Covid.

Gil: Epá isso é perigoso. Diz que a falta de olfacto é um dos sintomas mais flagrantes.

Analberto: Pois é… E o outro qual é? A falta de paladar. Meto um dedo na Anália, tiro, provo, e advinha?!

Gil: Blhark!

Analberto: Qual blhark… Não sabia a nada! Conclusão, ficámos logo os dois preocupados. É que seu eu tinha Covid a Anália também devia ter… Assim pensei eu, mais rápido pensou ela. Antes que eu pudesse dizer algo já a Anália me tinha enfiado um dedo no cú. Cheirou e…nada! Provou, nada! Era Covid! Nada a fazer…

Gil: Epá… Pormenores a mais amigo… Tenho imagens na minha cabeça que nunca mais vou esquecer…

Analberto: Calma Gil. Ainda não acabei. Vesti-me à pressa toda e fui ter com o Zé Manel, que é o chefe aqui da obra onde eu estou a trabalhar. Contei-lhe o que se tinha passado e ele ficou preocupado. Ligámos para a saúde 24 mas ninguém atendia… O medo estava instalado… E agora? Ir para o hospital? E se não tivéssemos infetados? Só havia uma coisa a fazer. Baixei as calças ao Zé Manel, agarrei no meu dedo e TRAU! Fiz-lhe eu mesmo o teste à Covid. E advinha?!

Gil: Lá, lá, lá, lá… não estou a ouvir… Não quero adivinhar nada…

Analberto: Se não adivinhas eu conto-te. Nada… 0 sabor. 0 cheiro. O Zé também estava infetado. Chamámos a mulher dele, fizemos-lhe o mesmo teste e nada…

Gil: Bom… Porreiro. Então, se calhar ficávamos por aqui, não?! A conversa já vai longa…

Analberto: Calma Gil… Tu sabes que nós vivemos num meio pequeno. Passámos a noite de casa em casa a testar a vizinhança toda. Das 23h às 7h conseguimos testar a Aldeia toda. Todos infetados! Menos o Padre. O Padre sentiu logo o sabor. Ficou todo feliz. Disse que lhe trouxe à lembrança quando dava aulas na Casa Pia. Engraçado as coisas que uma pessoa se lembra quando descobre que não tem Covid.

Gil: Ham…Ham… Bom… Então se calhar…

Ric: Ei, desculpem. Gil estás aí? Analberto? Desculpem lá mas entretanto soube o resultado do teste à covid que fiz ontem. Não tenho Covid. Graças a Deus.

Gil: Ai sim, Ric. Mas olha, pelo sim pelo não acho que devias fazer um segundo teste. Não vá o Diabo tecê-las… Ó Analberto, vai lá a casa do Ric ajudar o moço!

Analberto: É já!!!

Ric: Ó Diabo…

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Covid-21 a “estiper” Portuguesa!

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 28.01.21

Se está a ler este estapafúrdio, PARABÉNS! É sinal que ainda não faleceu. O que infelizmente, nos dias que correm, tem vindo a acontecer muito por este mundo fora.

A Pandemia Covid-19/20/21 (e vamos a ver se não será 22) está agora no seu auge. Cada vez mais somos bombardeados com recordes de pessoas infetadas, urgências superlotadas e números de mortes muito acima daquilo que estávamos habituados. (Mas verdade seja dita, sempre nos marimbámos para o número de pessoas que faleciam. Desde que não fosse amigo, familiar, ou figura pública, até que podiam morrer 1000 pessoas no mesmo dia que nós não queríamos saber.)

No entanto não vou dizer que o vírus não existe. Ou que é só “uma constipaçãozinha”. Nem vou ser insensível ao ponto de considerar que tudo isto não me afeta. Afeta! E muito! Estou neste momento preso em casa com uma criança de 5 anos. E se você é pai/mãe/tio/tia ou simplesmente já viu como uma coisa destas funciona deve saber a tortura que é estarmos fechados 24h com um !%&$#/=! Anjo destes.

Aliás, quero desde já aproveitar para sugerir a todos os juízes de Portugal que decretem prisão domiciliária a criminosos que tenham filhos menores de 7 anos. Vocês vão ver que nunca mais, nuuuuunca mais, na vida eles voltam a cometer crimes!!

Pessoas, vocês protejam-se! Usem máscara! Lavem as mãos! Por amor de Deus! Não andem na rua a menos que seja estritamente necessário! Se todos fizermos o nosso papel o vírus acabará por ir embora, de volta, para onde tudo isto começou!

Sim, leu bem, “…ir embora, de volta, para onde tudo isto começou!”. – Curioso?! Eu passo a explicar:

Que tipos de estirpes de Covid-19 conhece?

- Chinesa

- Brasileira

- Inglesa

- África do Sul…

Pois bem, eis que chegou uma nova estirpe. A estirpe Portuguesa. Ou “estirper” como dirá o típico português das barracas. Esta “estirper” foi diagnosticada na China, mais propriamente em Weinan, província de Xianxim, após uma pessoa apresentar sintomas de Covid apesar de testar negativo no esfragaço oral e nasal. (Não sei porquê mas sempre que leio “esfregaço” imagino aquela espécie de sexo, todos vestidos, que fazíamos quando eramos novos e nunca uma zaragatoa pelo nariz acima…mas ok!)

Após ambos os resultados darem negativos eis que alguém teve a brilhante ideia de fazer um esfregaço anal (agora sim já se começa a parecer com os esfregaços que eu me lembro…). Ora então, agarraram no paciente, baixaram-lhe as calças, vira para cá o bujon, e trauuu! Zaragatoa no cu. 2 dias depois: “Parabéns, você está positivo para Covid-19.” (E da qui a mais 2 ou 3 testes é capaz de dar positivo para homossexualidade também.)

Pois bem sabe-se agora que a estirpe detetada nesse cidadão é a “estirper” Portuguesa. Um tipo de Covid modificado geneticamente em Vale de Santarém que promete atacar apenas chineses! Esta nova estirpe, detetada somente com esfregaço anal, desenvolve-se assim que o comum cidadão português, após ter sido vacinado contra a Covid-19, se desloca a uma loja dos chineses ou a um restaurante buffet de sushi/grelhados/chinês/cozinha tradicional portuguesa. Causa diarreia súbita assim que o chinês decide comer algum animal que não deva e é facilmente transmissível, por entre cidadãos, visto que é um vírus que se apanha sempre que estamos sem calças.

Posto isto, queremos pedir a todos os portugueses para assim que apanharem a vacina contra a COVID-19 se dirigirem à loja do chinês ou restaurante chinês mais próximo da sua habitação e correrem todos nus pela loja fora.

Muito obrigado.

A leitura deste Estapafúrdio foi recomendada pela DGS e aprovada pelo Governo de Portugal.

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Estou sim? É do Hospital? Daqui é o Covid-19...

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 03.12.20

É de conhecimento público o que se passa no mundo inteiro. O Coronavírus veio assolar as nossas vidas. Milhões de pessoas infectadas, milhares de pessoas a falecerem diariamente por todo o mundo, levando a medidas agressivas por parte dos governos de cada país. Mesmo com tanto confinamento e restrições, a pandemia parece não querer abrandar de forma alguma. Os hospitais estão no seu limite e este horror parece não querer terminar. O Estapafúrdios conseguiu chegar à fala com um médico que está na linha da frente, que nos explicou como é viver diariamente no meio deste inferno.


Estapafúrdios: "Ora bom dia, shôr doutor! Obrigado por disponibilizar um pouco do seu já curto tempo para conceder esta entrevista."

 

Doutor: "Bom dia, bom dia... Ah, não tem problema. Tempo é coisa que não me falta. Eh, eh!"

 

E: "Ai sim? Hum... Ok... Bom, diga-me, shôr doutor, como têm sido estes longos e loucos dias no hospital?"

 

D: "Olhe tem sido bué fixe! Sempre gostei muito de séries de televisão onde as cenas eram passadas em hospitais. E agora poder passar dias inteiros em hospitais tem sido muito fixe, mesmo."

 

E: "Bom, essa não era de todo a resposta que estaríamos à espera, mas tudo bem... Como tem sido lidar com o Covid-19?"

 

D: "Ui. Bastante fácil. Não tem mesmo nada que saber. Na entrevista que tive com a senhora Graça Freitas fiquei logo com a ideia que isto de lidar com o Covid-19 iria ser mesmo muito fácil. Na verdade, é muito mais fácil do que passar um dia inteiro a dar naifadas em lombos."

 

E: "Ah, o meu amigo é cirurgião?!"

 

D: "Hum... Há quem lhe chame isso. Porque dar cortes em carne tem uma certa ciência. Não é chegar ali e zás!, dar uma naifada no lombo e está feito! Para se ser talhante é necessário nascer com esse dom. Não é assim à toa..."

 

E: "Talhante?! O shôr doutor era talhante?!"

 

D: "Era, sim senhor. Mas devido às restrições, o talho do shôr Martins teve de fechar e eu vim parar ao olho da rua. Mas como estavam a precisar de médicos nos hospitais para ajudar no combate ao bicho, decidi candidatar-me e olhe, cá estou eu!"

 

E: "Mas... o senhor era talhante! Como é que pode estar a exercer as funções de médico num hospital, ainda por cima numa altura destas? Como é que o aceitaram?!"

 

D: "Oh amigo... Eu tentei a minha sorte e safei-me! E, na verdade, isto do Covid-19 não tem nada que saber. Na entrevista com a shôra Graça Freitas, fiquei imediatamente a saber que estava super preparado para exercer estas funções. O primeiro requisito era saber lidar com o stress. Ora, como deve calcular, trabalhar num talho consegue ser muito stressante, especialmente quando temos de atender as idosas picuinhas com o tipo de carne que pretendem. O segundo requisito tem a ver com a escolha da carne. Ou seja, carne podre é imediatamente para o lixo. No hospital é igual. Velhotes com Covid-19 é para descartar logo, foi o que me disse a shôra Graça. Depois o resto é uma questão de nos adaptarmos a cada situação..."

 

E: "Então e como é que faz quando aparece um caso suspeito de Covid-19 à sua frente? Quais são os procedimentos?"

 

D: "Super fácil. Hoje em dia, no telejornais, nos jornais ou onde quer que seja, o que mais se vê é que indivíduo tal, ou fulano tal faleceu de Covid-19, certo?"

 

E: "Sim, infelizmente, sim... Parece que todas as outras doenças desapareceram..."

 

D: "Exacto. Então é diagnosticar tudo com Covid-19 automaticamente!"

 

E: "Oi?! Como assim? Dê-nos um exemplo?"

 

D: "Pois muito bem... Se me aparece um paciente com dor de cabeça, tau!, nem examino, é logo Covid-19. Unhas encravadas, fungos, micoses, ossos partidos, determinados objectos introduzidos em determinados sítios da anatomia humana — e que criaram vácuo e agora não querem sair por nada deste mundo... — tau!, o diagnóstico é logo Covid-19! Não tem nada que saber..."

 

E: "Ah... Percebemos... Bom, obrigado por este esclarecimento. Nós vamos andando..."

 

D: "Os meus amigos não estão lá com muito boa cara. Sentem-se bem?"

 

E: "Sim, sim... Estamos só um pouco aflitos para ir à casa-de-banho porque ontem estivemos num jantar de amigos e devorámos feijoada à transmontana como se o mundo fosse terminar no dia seguinte. Então a modos que..."

 

D: "ALTO! ISSO É COVID-19! SENHORA ENFERMEIRA, AJUDE AQUI. LEVEM JÁ ESTES DOIS MENINOS PARA O UCI! E TRAGAM-ME A MINHA MELHOR FACA PARA CORTAR LOMBO, QUE ESTES DOIS TEM DE SER OPERADOS IMEDIATAMENTE!"

 

E: "Já fomos..."

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RIC