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Estapafúrdios do Quotidiano

O terrorismo em Portugal!

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 08.09.17

Terrorismo, bombas de hidrogénio, tsunamis, tufões, maremotos, furacões, Donald Trump, Kim Jong-un, terramotos, Maria Leal, cocós de cão nos passeios... Parece que é mesmo desta que o Mundo vai acabar. A humanidade caminha a passos largos para o FIM! E não é um daqueles fins que terminam com o famoso “...e viveram felizes para sempre!” é um FIM onde a sina de todos resume-se a “...e foram com os porcos por causa de uns otários!” quer sejam eles presidentes de um país qualquer, ou terroristas do denominado Estado Islâmico.

O Estapafúrdios do Quotidiano recusa-se a aceitar isto. Recusa-se! E para mostrar o quanto nos recusamos a aceitar isso quero que saibam que estou, neste preciso instante, agachado a recusar veementemente! Ou a evacuar... Uma das duas!

Mas porquê tanta fúria? - Perguntará o leitor assíduo deste blog.- Esta fúria deve-se ao facto de ter sido vitima de um ataque terrorista por parte de um muçulmano. Sim, é verdade, acabei de ser roubado por um tipo, oriundo da Síria, chamado Abdul Ahmed - dono da loja de telemóveis que existe aqui ao lado. Abdul acabou de me cobrar €25 só para restaurar o software do meu telemóvel. Inacreditável...

Sempre ouvi falar bem das lojas de telemóveis dos indianos mas, felizmente, nunca tinha tido necessidade de ir a uma dessas lojas. Costumo mandar vir as capas dos telemóveis da china, os cartões idem, e os próprios aparelhómetros muitas vezes acabam por vir de lá também (assim como assim os que compramos na Worten também vêm da china e escuso de pagar a intermediários. Já para não falar que vêm logo desbloqueados...). Logo, nunca tive necessidade de ir a uma dessas superfícies comerciais. Até ontem... Dia em que o meu telefone pura e simplesmente morreu. Puff! Caput! Não sei o que se passou mas ficou com amnésia. Não se lembrava de quem era, não queria acordar e quando acordava não abria os olhos. Como tal agarrei nele e fiz o que qualquer pessoa inteligente faria: atirei-o contra a parede! Continuou morto... Mas agora morto e com os cantos raspados. De seguida agarrei nele e acabei por ir à loja do monhé (como carinhosamente muita gente os chama!).

Lá o senhor “monhé” disse-me: “Sim, sim, 30m e venha buscar.”. Porreiro! Pensei eu... O problema foi que me esqueci de perguntar o valor da reparação e, quando o fui buscar, espetaram-me com €25 de arranjo. UM ROUBO! Mais valia que me tivessem cortado um ou dois dedos, ao fim ao cabo dedos tenho uns 20 mas €25 custa-me à brava para arranjar. Inadmissível!

Mas como não sou um gajo “de me ficar” acabei por ter uma longa conversa com o Abdul, na tentativa de que ele tivesse compaixão pela minha pessoa e baixasse o preço da reparação. Ora vejamos... (ou leia, neste caso.)

 

GIL: Epá €25... Isso é muito, pá! Não faz isso mais barato?

Abdul: Não! Isto já é barato. Isto deu muito trabalho.

GIL: Como assim muito trabalho? Tu fizeste isso em 30 minutos.

Abdul: 30m de muito trabalho. Nesses 30m podia estar a fazer outras coisas.

GIL: Hum... Tipo o quê? Uma bomba? Tu fazes bombas? Aiim... Tu fazes bombas! Tu és terrorista Abdul?! Olha que é melhor baixares o preço da reparação senão eu faço queixa de ti.

Abdul: Quais bombas, pá?! Eu podia era estar a tomar conta da minha filha...

GIL: Da tua filha ou da tua mulher que na realidade ainda é só uma criança?! Hum... Vá Abdul, confessa... Quantos anos tem a tua mulher? 10? 11? 12? Abdul, ouve o que te digo, é melhor baixares o preço da reparação senão eu faço queixa de ti.

Abdul: Não, caraças! É da minha filha. Tem 6 meses e é fruto do meu casamento com a minha esposa portuguesa, Maria Adelaide, que tem 31 anos.

GIL: Ahhh, já estou a ver tudo. Casaste-te com uma portuguesa para teres nacionalidade portuguesa, não é?! E com isso ninguém desconfia de ti quando rebentares algures por Lisboa. Uiii, temos terrorista... Ai temos, temos. Abdul, ou baixas o preço...

Abdul: Sim, já sei... ou fazes queixa de mim! Não sejas ridículo, pá. Se eu quisesse rebentar alguma coisa não seria a mim de certeza absoluta! Com a quantidade de telemóveis que me passam pelas mãos, diariamente, eu arranjava maneira de colocar mecanismos explosivos dentro deles e quando quisesse todos eles explodiriam ao mesmo tempo... HUAHAHAHAH!

GIL: Hum... Abdul quer-me cá parecer que...

Abdul: Que o quê?! Não sejas ridículo. Todos nós sabemos que atentados terroristas em Portugal não funcionam. Ora diz-me lá uma coisa: Tu ouviste falar sobre aquela mochila que rebentou na Amadora?

GIL: Nop...

Abdul: Claro que não. Um drogado roubou a mochila e já só rebentou em casa dele, horas depois. E a polícia não ligou nenhuma porque pensou que se tratava de um laboratório de droga que explodiu.

GIL: Hum...

Abdul: E já agora ouviste falar sobre aquela tipa que foi violada e decapitada?

GIL: Hum... Acho que vi qualquer coisa no Correio da Manhã. Foi o namorado, não foi?

Abdul: Pois... Foi. Só que o namorado era um terrorista. O problema é que o vosso jornaleco nunca menciona raças nem etnias. Olha, e já agora, ouviste falar sobre aquele carro que entrou na Rua do Ouro e atropelou centenas de pessoas?

GIL: Não... Isso foi quando? Só se foi nas minhas férias.

Abdul: Não foi. A verdade é que o irmão Salim não conseguiu chegar à Rua do Ouro. Primeiro porque estava muito trânsito, depois porque quando estava lá quase a chegar foi mandado parar pela polícia porque o carro tinha os vidros fumados e apreenderam-lhe o carro. Agora tem de ir a uma inspeção B

GIL: Hum... Compreendo. Então Não é mesmo nada fácil ser terrorista em Portugal.

Abdul: Claro que não! Eu próprio vim para Portugal para rebentar com isto tudo e tentar tomar de novo Al-Andaluz, o problema é que quando cheguei cá vi que os Portugueses eram tão pobres que acabei por os ajudar abrindo uma loja de telemóveis e descontar para a segurança social, irs e tudo mais.

GIL: Ah... Percebo. Então... e já que estamos numa de simpatia, será que não dava para baixar o preço da reparação?

Abdul: Não! Isso não posso mesmo, mas se quiser tenho aqui um pouco de dinamite que lhe posso oferecer.

GIL: Meta 2 virgens na equação e temos negócio.

Abdul: Feito! Salaam Aleikum meu irmão.

GIL: Olha de Aleikum nunca comi, mas de chocolate vinha mesmo a calhar... 

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 GIL

 

ULTIMA HORA! Atentados em Lisboa reclamados por (mini) terroristas!

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 24.03.17

 

Esta ultima semana tem sido marcada por diversos actos terroristas pela Europa. Um em Londres, onde 5 pessoas acabaram por falecer e mais de 40 ficaram feridas. E outro na Antuérpia - Bélgica, onde um carro tentou entrar numa zona comercial com o intuito de matar o maior número de pessoas possível. Felizmente este último acabou por ser impedido a tempo e ninguém ficou ferido. Hoje o Estapafúrdios do Quotidiano descobriu que também Portugal tem vindo a ser alvo de (mini) ataques terroristas...

Pensávamos nós que, até agora, Portugal tinha vindo a escapar aos ataques de terroristas por ser um país pequeno e com pouco interesse além fronteiras. Mas infelizmente descobrimos que tal não é verdade! Segundo parece também Portugal tem vindo a ser alvo de ataques terroristas nestas últimas duas semanas. Não acredita? Pois então leia o nosso estapafúrdio de hoje e tire as suas próprias conclusões...

 

GIL: Ora viva. Então é o senhor a mente criminosa por detrás dos ataques terroristas, a Lisboa, nestas últimas semanas?

 

Abdull Ant: Sou sim senhor!

 

GIL: Mas você é uma formiga...

 

Abdull Ant: E então?! Só quem nunca fez um pic-nic, ou acampou no meio do mato, é que duvida da capacidade terrorista de um grupo de formigas.

 

GIL: Ok, tudo bem... é certo que ter formigas na comida ou em cima de nós é muito chato, mas daí a auto-intitular-se “terrorista” só porque arruina tardes bem passadas, ainda vai um bom bocado, não acha?

 

Abdull Ant: Ah! Ah! Pobre infiel. Não sabes do que falas. Por ventura ouviste falar do acidente no viaduto de Alcântara? Soubeste que aquilo esteve quase, quase a cair, soubeste?! Pois bem... A culpa foi nossa! Foram dois dos nossos irmãos que rebentaram com aquilo. Pumba, toma lá que é para aprenderes a nunca duvidares das F.I.C.O.E.P. (Formigas Islâmicas Contra O Estado Português)!

 

GIL: Ai, sim... Muito Interessante. Mas ainda assim não me parece que tenha sido lá um grande acto terrorista. Nem sequer foram capazes de mandar o viaduto abaixo...

 

Abdull Ant: Pois não... Mas a culpa não foi minha. No.plano original era suposto terem sido 8 formigas a rebentar com o viaduto, e não 2!

 

GIL: Ah! Então e as outras desistiram, foi? Pois acontece... Tiveram medo. Isso ou descobriram umas côdeas de pão pelo caminho e voltaaram para trás. Ah! Ah! Ah!

 

Abdull Ant: Medo?! Medo?! Ah! Ah! Ah! Agora quem se ri sou eu... Ah! Ah Ah! Os irmãos da F.I.C.O.E.P. não têm medo de nada, meu amigo. Simplesmente houve um pequeno problema a semana passada... Segundo parece um dos nossos irmãos, o Samir, rebentou antes da data planeada.

 

GIL: Ah, pois, claro, imagino!

 

Abdull Ant: POR ALÁ, ESTÁS A GOZAR COMIGO! TU OLHA QUE EU REBENTO JÁ CONTIGO!

 

GIL: Não, não... Longe de mim fazer tal coisa. Fale-me mais sobre o triste desfecho do Samir, então.

 

Abdull Ant: Pois bem, ouviste falar sobre o buraco gigante que se abriu na Av. de Ceuta, a semana passada? Foi por culpa do Samir. Ele estava dentro do formigueiro a congeminar o plano para destruir a o viaduto e, acidentalmente, carregou no detonador e olha... KABUM! Samir pelos ares junto com mais 7 irmãos. E o pior é que apesar daquele buraco enorme nenhum de vocês, infiéis, ficou ferido. Raios...

 

GIL: Ah! Pois... Como é que eu não percebi logo que isso tinha sido um acto terrorista. Era óbvio! Então e agora, sem irmãos formigas para rebentar coisas acaba-se o F.I.C.O.E.P. não é verdade?!

 

Abdull Ant: O F.I.C.O.E.P. nunca irá acabar! Ainda ontem executámos outro ataque terrorista em Lisboa. E desta vez contámos com a ajuda dos nossos irmãos da P.I.C.O.E.P. (Peixes Islâmicos Contra O Estado Português)!

 

GIL: Uiii.... F.I.C.O.E.P. e P.I.C.O.E.P. juntas num ataque terrorista. Deve ter sido algo mesmo em grande. Nem sei como não vi nada nas notícias sobre isso.

 

Abdull Ant: Ah! Ah! Não viste porque os jornais Portugueses não querem que se saiba que estão em alerta vermelho! É por isso que eles mascaram nos nossos atentados... O buraco que fizemos, disseram que foi um deslizamento de terras. O viaduto que quase mandámos a baixo, culparam um camião, e ontem inventaram “uma greve da Transtejo” só para não divulgarem a verdade.

 

GIL: Espere lá... Está a querer dizer-me que foi a F.I.C.O.E.P. e a P.I.C.O.E.P. as principais responsáveis pela falta de barcos do Barreiro para Lisboa ontem?

 

Abdull Ant: Elementar meu caro amigo! Mohammed Al Corraz, um peixe treinado por nós desde que era uma pequena ova, rebentou com 2 motores dos catamarãs. E só para ter a noção do estrondo que foi fique sabendo que aquilo era peixe que só se alimentava de gasolina... Está a imaginar uma tainha? Ele era 3x pior!

 

GIL: Bem... Agora fiquei mesmo com medo de vocês. Isso quer dizer que vocês estão prontos para a guerra?!


Abdull Ant: Ah! Ah! Ah! Ainda você não viu nada... Depois de um inverno inteiro onde vocês passaram o tempo todo a comer sushi, deixe lá vir a época dos pic-nics e vai ver como elas mordem. Ou melhor... Como eles rebentam! AH! AH! AH! AH! KABUMMMMM!

 

GIL: Olha...Rebentou de tanto rir. Paciência.

formiga

GIL

 

 

A Black Friday de um jihadista…

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 01.12.15

Na passada sexta-feira, ocorreu mundialmente um dos grandes fenómenos da humanidade. Falo da já mítica “Black Friday”. A única sexta-feira do ano em que todos os lojistas se unem a nível mundial para apresentar descontos verdadeiramente tresloucados nos produtos que têm para oferecer aos clientes. Como já tem sido habitual, estas “Black Friday’s" costumam acabar em verdadeiras batalhas campais entre os clientes, na tentativa de alcançarem os últimos produtos a preços impensáveis. Foi por isso que decidimos ir falar com um cliente que sofreu horrores na primeira pessoa, numa loja muito especial. Ora vejamos de quem se trata…


RIC: Bom dia, shôr…

 

Cliente: Alá é grande! Alá é o maior! Alá irá libertar-nos do lado negro da força…

 

RIC: Olha, mais um que deve ser um geek de Star Wars. Deve ser boa pessoa, então… Amigo, olhe uma coisa: como é mesmo o seu nome?

 

Cliente: Amir…

 

RIC: Ah, muito prazer shôr Amir…

 

Amir: …Kabum!

 

RIC: Ai, meu Deus! O que foi isto? Foi uma bomba?!

 

Amir: Não, seu infiel! É o meu nome: Amir Kabum. E não é Deus… é Alá! Alá é grande! Alá é o maior! Alá irá libertar-nos do lado negro da…

 

RIC: ‘Tá bem, ‘tá bem ó Darth Vader… Bom, vamos a assuntos sérios? Ouvi dizer que o meu caro amigo Amir Kabum foi um dos clientes da Black Friday que sofreu horrores… Confirma?

 

Amir: Oh, se confirmo! Ui, o que eu sofri! Por Alá, os horrores que eu sofri!

 

RIC: Ai, sim? Então o que se passou?

 

Amir: Eh pá, eu nem sei se deva contar ou não… Sabe, é que eu ainda estou em choque com o que se passou...

 

RIC: Ah, coitado… Então mas conte lá o que se passou afinal?

 

Amir: Eu só vou contar porque Alá veio ao meu encontro e disse-me que, se eu me portasse bem, iria ter direito às 72 virgens assim que chegasse ao Paraíso… E sabe porquê? Porque Alá é grande! Alá é o maior… Alá…

 

RIC: Eh pá, eu já sei isso tudo! O que foi que aconteceu afinal?!

 

Amir: Bom, eu estava a precisar de repor o meu arsenal. Então, aproveitei para ir comprar umas granadas, uns explosivos, umas Kalashnikovs… Sabe como é, tudo material para trabalhar. Um gajo tem de aproveitar os descontos, certo? É que isto de ser jihadista já teve dias mais fáceis… Antigamente uma pessoa dizia que era jihadista e começava tudo a rir e a apontar o dedo. Hoje em dia, já é exactamente o contrário. Uma pessoa chega, diz que é jihadista e desata tudo a fugir! É que nem consigo regatear preços com ninguém, porque pensam logo que vou fazer-me explodir. É uma seca de vida, é o que é! Há anos que não tenho amigos…

 

RIC: Amir… avance com isso, sim…?

 

Amir: Ah, sim, sim… Bom, eu estava às compras na minha loja preferida, a “Produtos explosivos a preços bombásticos!”, quando chego à prateleira das granadas e constato que apenas havia uma em stock. Apressei-me a alcançar o raça da granada mas eis que surgiu um colega meu jihadista e agarrou-a ao mesmo tempo que eu…

 

RIC: Ah! E depois? O que aconteceu?

 

Amir: Depois foi o caraças… Eu queria a granada. Ele queria a granada. “Tudo bem”, disse eu. “Eu dou-te uma Kalashnikov pela granada e não falamos mais disso!” E ele nada! Disse que tinha Kalashnikovs a dar com um pau. Queria era o raça da granada. Eu ofereci-lhe uma catana, mas ele não quis. Ofereci-lhe tudo e mais alguma coisa, mas ele nada. Até cheguei a oferecer-lhe o meu melhor canivete suíço, mas o sacana não quis. Então eu propus-lhe um duelo!

 

RIC: Um duelo?

 

Amir: Sim, um duelo! Cada um colocava um cinto de explosivos à volta da cintura. De costas um para o outro contávamos 15 passos. Depois, o primeiro a fazer-se explodir ficava com o raio da granada!

 

RIC: Ah, mas isso é estúpido! Presumo que foi o caro Amir a ganhar, certo?

 

Amir: Presume mal… Eu perdi o duelo!

 

RIC: Como assim?! O Amir está aqui a falar comigo, é porque venceu o duelo!

 

Amir: Não. Eu perdi o duelo. Ele foi mais rápido do que eu e fez-se explodir primeiro…

 

RIC: Então… mas se ele se fez explodir primeiro… Isso quer dizer que…

 

Amir: …que ele venceu. Então, peguei na granada e fui colocá-la junto dos restos mortais dele que estavam espalhados pela loja… Mais o caraças! Não tenho sorte nenhuma…

 

RIC: Então mas… O Amir ficou vivo. Ou seja, se ficou vivo por que raio está tão aborrecido por isso?

 

Amir: Estou aborrecido porque o raio da granada fazia-me uma falta do camandro. E estava a um preço do caraças! Ai Amir, Amir… Porque raio não foste tu mais rápido a explodir…

 

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RIC