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Estapafúrdios do Quotidiano

O fim do pesadelo «Pedro Dias»…

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 21.11.16

Portugal viveu dias de terror com a história à americana de Pedro Dias - o serial killer mais aterrador dos últimos anos em Portugal. O homem que matou um polícia, um civil e feriu gravemente uma mulher ­­- para além de outros episódios macabros pelo caminho – tornou-se no indíviduo mais procurado do país. E também o mais difícil de apanhar… Mas, depois de muita procura e espera, eis que ele decidiu entregar-se às autoridades de uma forma bastante peculiar, usando a comunicação social ­(mais propriamente, a RTP) como uma espécie de «escudo protector». Agora que o suposto homícida de Arouca está enclausurado em Monsanto, o Estapafúrdios do Quotidiano teve acesso à chamada telefónica que Pedro Dias fez para a RTP quando decidiu entregar-se. Chamada essa que passamos a divulgar…

 

RTP: Boa tarde, o meu nome é Mónica. Em que posso ajudar?

 

Pedro Dias: Boa tarde. Escute, eu sou o Pedro Dias e quero entregar-me.

 

Mónica: Olha mais um… Espere um momento, se faz favor… Não desligue. Ó Antunes… Antunes! Ó chefe! Chegue lá aqui, se faz favor. Olhe lá uma coisa, tenho aqui mais um a dizer que se chama Pedro Dias e que se quer entregar. Já é o quinto hoje… Que faço? Digo a ele para ligar para a polícia, ou desligo a chamada? Como? Não faço nada disso e ouço o que ele tem para dizer? Oh, mas ó chefe… Pronto, pronto. Tudo bem. Mais um maluco, menos um maluco, que se lixe que já estou habituada a lidar com desvairados todos os dias aqui…

 

Pedro Dias: Ó menina… Isso demora muito? É que eu tenho mais coisas para fazer…

 

Mónica: Não, já está. Bom, ó shôr Pedro Dias… diga lá então o que deseja.

 

Pedro Dias: Eu já lhe disse que me quero entregar.

 

Mónica: Então, mas tem a certeza disso? Isto tem sido tão bom para a comunicação social, que você bem podia andar mais uns tempos fugido. Tem sido um fartote assistir como você tem ludribiado as nossas forças de segurança dia após dia…

 

Pedro Dias: Fugido? Eu? Eu nunca andei fugido. Onde é que a menina foi buscar uma ideia absurda dessas?

 

Mónica: Ai não? Mas olhe que é o que tem parecido. Ainda para mais quando você fez o que fez. Então tem lá algum jeito andar a matar policias e civis, e depois andar a fugir pelas serras de Arouca afora?

 

Pedro Dias: Primeiro que tudo, eu não matei ninguém. Depois, eu não andei a fugir coisíssima nenhuma.  

 

Mónica: Ai não? Olhe ninguém diria… Então o que andou a fazer pelas serras? Jogging?

 

Pedro Dias: Hum… Não. Andei a apanhar Pokémons!

 

Mónica: Bah, isso já está fora de moda. Vá enganar outra!

 

Pedro Dias: Pronto, tem razão. Eu não andava a apanhar Pokémons. Andava sim à procura da Maddie…

 

Mónica: Mau… Mas a miúda não desapareceu no Algarve? O que raio estava ela a fazer por Arouca? Ganhe mas é juizo, homem!

 

Pedro Dias: Eu… Hã… Pois, pois. Tem toda a razão. Na verdade, eu estava era à procura do Rui Pedro…

 

Mónica: Olhe, meu amigo, eu tenho mais que fazer. Portanto, ou vai directo ao assunto ou eu vou desligar esta chamada.

 

Pedro Dias: Ok, ok… Então é o seguinte: eu quero entregar-me.

 

Mónica: Pois que faz muitíssimo bem. Então telefone para a polícia.

 

Pedro Dias: Não. Isso fazem vocês por mim.

 

Mónica: Mau… Mas temos criados agora?

 

Pedro Dias: Já lhe disseram alguma vez que você é irritante c´omo raio?!

 

Mónica: Já, sim senhor. O meu ex-marido. Por isso é que ele, actualmente, é o meu «ex-marido».

 

Pedro Dias: Eu quero que vocês venham filmar tudo. Eu vou entregar-me à polícia e vocês vão filmar tudo em directo.

 

Mónica: Então, mas porquê?

 

Pedro Dias: Porque eu quero ser famoso…

 

Mónica: E quer ser famoso para quê?

 

Pedro Dias: Para poder finalmente entrar na Casa dos Segredos!

 

Mónica: Então mas você não precisa de ser famoso para entrar na Casa dos Segredos. Só precisa de ser muito burro, frequentar a noite, e ser stripper ou acompanhante de luxo!

 

Pedro Dias: E ser um serial killer famoso, não serve?

 

Mónica: Hum… Bem… tendo em conta o QI das concorrentes desse programa, eu acho que você era bem capaz de ganhar o programa… Bem, então essa história de se entregar é para quando mesmo?

 

Pedro Dias: Amanhã.

 

Mónica: Espere um pouco, não desligue… Ó Antunes! Chefe! Olhe, ele diz que se quer entregar amanhã. Como é? Ah, amanhã não dá… é noite de poker… Então e depois de amanhã? Também não pode ser… que o chefe tem uma colonoscopia rectal para fazer… Hum, fica para daqui a dois dias? Ok… Estou, shôr Pedro Dias, olhe isso pode ficar para daqui a dois dias?

 

Pedro Dias: Não! Tem de ser para amanhã! Ou tenho de ligar para a TVI?

 

Mónica: Está combinado! Amanhã estaremos aí para filmar tudo em directo!

 

Pedro Dias: Ah, bom. Então adeus e passar bem, que tenho de ir desamarrar a velha que parece que ela está a ter um ataque… e ainda me fica aqui e fico sem jantar hoje. Fui!

 

Fim da chamada

 

 

RIC

 

 

 

Polícia conforta égua moribunda. - ESTE POST É VIRAL.

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 09.12.15

Ora viva! Prontos para mais uma notícia estapafúrdia?! Sim? Então vamos lá a isso.

Hoje Estapafúrdios do Quotidiano traz até si uma história viral... E viral porquê?! Não, não é porque morreu uma égua cheia de vírus. O desgraçado do animal morreu mas não foi de doença, foi mesmo porque um camião deu-lhe uma valente panada. E não se ponham já a culpar o desgraçado do camionista que ele não teve culpa nenhuma, o bicho é que foi contra ele. Quanto muito o pobre homem é que podia acusar a égua de condução perigosa...

 

A imagem de um polícia norte-americano a confortar uma égua moribunda está a comover as redes sociais. 'Charlotte', a égua da polícia de patrulha do Departamento de Houston, assustou-se, deixou cair o seu cavaleiro, e acabou atropelada por um camião enquanto fugia. Ao ver o que tinha acabado de acontecer D. Herrejon, o agente da autoridade que estava montado na pobre coitada, deitou-se junto dela e abraçou-a até morrer. Este momento, deveras emocionante, foi registado por um cidadão que acabou por partilhá-lo nas redes sociais, tornando-o viral num abrir e fechar de olhos. (Ou no caso da égua, "apenas num fechar de olhos")

 

O Estapafúrdios do Quotidiano assim que viu esta imagem, tão marcante, ficou muito emocionado, como tal decidiu ir até Houston falar com o pobre agente Herrejon. Ora vejamos o que conseguimos apurar:

 

GIL: Os meus sentimentos.


Herrejon: Charlotteeeee.... Ó Charlotteeeee.... O que vai ser da minha vida sem ti Charlotteee... Porque fizeste isto Charlotteee?!

GIL: Epá, também não precisa de ficar assim. Tenha calma. Ao fim ao cabo era só uma égua.

 

Herrejon: Só uma égua?! Só uma égua?! Só uma égua é a senhora sua avó!! Qual, só uma égua?! E aliás, quem é você para falar assim da minha Charlotte. Aiiiii Charloootteeee o que vai ser de mim...

 

GIL: Pronto, tem razão. Peço desculpa. Acredito que você gostasse muito dela...

 

Herrejon: Gostasse muito dela? Gostasse muito dela?! Eu amava-a... Ela era, e sempre será, o grande amor da minha vida!! Charlotte... Ó Charlotte... Volta para o teu 'Hejezinho'.

 

GIL: (Bom... Estou a ver que este passou-se completamente...) Ó Sr. Herrejon tenha calma. Fale lá comigo, eu sei que gostava muito do animal mas daí a dizer que era o amor da sua vida, não acha que já é um bocadinho de mais? Ao fim ao cabo ela era apenas o seu meio de transporte.

 

Herrejon: Do animal?! DO ANIMAL?! Um bom animal me saiu você... Ela era a minha princesa Charlotte. Ai... Só de me lembrar das cavalgadas que demos juntos... Da primeira vez que te montei... De como me ajudavas a subir para cima ti.... De como me dava lambidelas... AI CHARLOTTE, VOLTAAAAA! Não sou ninguém sem ti.

 

GIL: Sr. Herrejon, tome lá um lenço, limpe lá essas lágrimas e escute-me lá: eu sei que agora ao inicio é complicado. Foram muitos momentos passados juntos, mas daqui a uns tempos arranjam-lhe outro cavalo e quando der por si a 'Charlotte' será apenas mais um degrau da grande escadaria que é a vida. Quando der por si irá lembrar-se dela como uma grande amiga.

 

Herrejon: Uma grande amiga?! UMA GRANDE AMIGA?! Você é uma pessoa horrível... BUAHHH!! Ela não era uma amiga. Ela era tudo para mim. Ela era "a tal"...

 

GIL: (Será que... Epá, eu acho que me vou arrepender de perguntar isto mas tem de ser:) Sr. Herrejon porventura o senhor e a Charlotte mantinham algum tipo de relação mais intima? Tipo sexual, ou algo assim?!

 

Herrejon: O QUÊ?! Que pergunta é essa?! Mas você é alguma besta, ou quê?! Relação sexual com uma égua?! Blhark! Mas vocês em Portugal não têm mulheres... Seu porco. Realmente há com cada depravado neste mundo. Irra! Olhe, Adeusinho.

 

GIL: Oi?! Olha que esta, hein... Tanta conversa e agora é assim?! Cá para mim a Charlotte não morreu atropelada acidentalmente. Ela deve é ter-se suicidado para não aturar mais este chalupa. Irra!

 

GIL

égua.jpg

 

Uma "prenda" de Natal!

Avatar do autor estapafurdiosdoquotidiano, 11.12.14

Olá meus amiguinhos. Já compraram, todos, as prendinhas de Natal?! Sim?! Então e para nós? O que nos compraram? Nada?!?! Como nada?! Mas que raio de leitores são vocês, que nem sequer são capazes de comprar uma prenda, para os vossos escritores favoritos? Hum...?!? Hum...?! Ai já fazem mais do que a vossa obrigação em vir cá todos os dias, ler as parvoíces que nós escrevemos?! Ai, sim?! Ai, sim...?! Pois, se calhar têm razão. Peço desculpa. Obrigadinho por nos virem visitar. É muito fofinho da vossa parte. (No entanto, se quiserem oferecer-nos uma prendinha, aceitamos todo o tipo de equipamentos electrónicos. Bom... Quer dizer... Todo o tipo, não! Vibradores dispensamos. Pelo menos eu. Quanto ao RIC já não sei...)

Quem também andou a dar prendas foi a polícia de Lowell, uma pequena cidade no estado de Michigan. E sabe quem é que quase ganhou uma dessas prendas? Isso mesmo: euzinho! Quer saber como? Então toca a ler o nosso estapafúrdio de hoje...

 

Polícia: Muito boa tarde, Sr. condutor, os seus documentos e os documentos da viatura por favor.

 

GIL: Aaaa... Aaa... Está aqui... Mas está tudo bem Sr. Agente?

 

Polícia: Isso é o que iremos ver já de seguida.

 

GIL: Aaaa... Aaaa... Sim, claro, claro. Esteja à vontade.

 

Polícia: Ora então diga-me lá: estava a caminho do centro comercial, para fazer as compras de Natal?

 

GIL: Não, não... Por acaso não.

 

Polícia: Ai não?! Então e que prendas é que está a pensar comprar para a família?

 

GIL: Eu?! Aaa... Olhe, ainda não pensei muito nisso. Mas está tudo bem? Posso-me ir embora?

 

Polícia: Calma homem! Você está cheio de pressa... Quer-me cá parecer que está a tentar esconder alguma coisa.

 

GIL: Eu?! Não, não! Nada disso Sr. Guarda. Nada a esconder. Faça favor de dizer...

 

Polícia: Bom... Eu mandei-o encostar porque tenho aqui uma prendinha para si.

 

GIL: Ai, desculpe, desculpe, desculpe... Eu sei que ia em excesso de velocidade, mas é que, sabe, eu estou atrasado para um funeral e não conhecia a zona...

 

Polícia: Calma, homem! Eu não falei em excesso de velocidade nenhum...

 

GIL: Ai, pronto. Foi o sinal vermelho, não foi? Eu já lhe disse Sr.. Guarda, eu não conheço a zona. Vinha distraído a olhar para os lados, a ver se via alguma tabuleta, e quando olhei para a frente já não deu para parar. Desculpe, desculpe, não me multe por favor.

 

Polícia: Mauuu... Mas você não me deixa falar?! Eu mandei-o parar porque...

 

GIL: Porque vinha a falar ao telemóvel?! É isso não é?! Ó Sr. Agente, eu estava perdido. Eu vou para um funeral, eu precisava que alguém me explicasse o caminho...

 

Polícia: PORRA, HOMEM! CALA-SE DE UMA VEZ! FECHE MAS É ESSA BOCA!

 

GIL: Então porquê? Cheira-lhe a álcool, não é?! Eu sei... Peço desculpa, tem toda a razão. Mas é que sabe, foi um tio muito chegado que me faleceu. Eu não estava a aguentar... Se eu não tivesse bebido aqueles whiskys não tinha conseguido vir ao funeral...

 

Polícia: Ora portanto: excesso de velocidade, passou um sinal vermelho, vinha a falar ao telemóvel e está a conduzir sob o efeito...

 

GIL: Tem razão! Tem toda a razão... Eu mereço... Vá, passe a multa! Dê-me lá a prenda que eu tanto mereço!

 

Polícia: Desculpe?! Mas você acha que depois de tudo isso, ainda merece uma prenda? Tenha juízo, pá... Vá-se mas é lá embora que este LCD, que tenho aqui nas mãos, vai ficar para outro condutor que não tenha cometido tantas infracções... Vá... Andor!

 

GIL: Oi?! Ham?! LCD? Então mas... Ah! Raios... Quem me manda a mim falar tanto...

LCD.jpg

 GIL

 

(e aqui fica o vídeo desta fantástica iniciativa:)